Biomédica esteta detalha os cuidados essenciais para conquistar uma harmonização natural, evitar exageros e priorizar a segurança.

A medicina e a biomedicina estética evoluíram de forma expressiva nos últimos anos, oferecendo tecnologias avançadas e recursos inovadores tanto para a face quanto para o corpo. No entanto, o avanço dos procedimentos trouxe à tona um dilema estético e comportamental recorrente: como realizar intervenções capazes de rejuvenescer e realçar os traços sem cair na armadilha da artificialidade ou comprometer a segurança do paciente?

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Luciana Ribeiro, biomédica esteta reconhecida por sua busca incessante pelo aprimoramento técnico, com formação internacional em instituições de elite como a Harvard Medical School e o Marc Institute (Miami), falou sobre os limites entre a inovação e o exagero.

O segredo da naturalidade: harmonizar sem modificar a identidade

Quando um procedimento estético é realizado com excelência técnica e planejamento individualizado, o resultado costuma ser sutil, porém transformador. O objetivo principal nunca deve ser alterar drasticamente a fisionomia da pessoa, mas sim devolver o viço, o descanso e a leveza ao rosto.

“Quando a harmonização é bem feita, o paciente harmoniza, mas as pessoas não conseguem perceber o que realmente ele fez. Percebem que ele está com a pele mais suave, uma face mais descansada, porém não conseguem apontar exatamente o que mudou”, pontua a Luciana Ribeiro.

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Fazer escolhas exageradas ou atender cegamente a pedidos impulsivos de mudanças radicais pode desconfigurar os traços naturais, gerando insatisfação tanto para o paciente quanto para o profissional. O caminho ideal baseia-se em planejar intervenções leves, respeitando a anatomia original de cada indivíduo.

Sinais de alerta: por que ocorrem os exageros na estética?

O excesso de volume ou a desproporção facial costuma acontecer quando há falta de critério técnico ou quando o profissional cede a pressões por mudanças drásticas. Entre os erros mais comuns observados nos consultórios estão o exagero no preenchimento dos lábios, o excesso de projeção nas maçãs do rosto (zigomático), o alongamento excessivo do queixo (mento) ou a marcação exagerada da mandíbula.

Esses excessos geram o aspecto popularmente conhecido como “rosto de lua cheia” ou face hiperpreenchida e artificial. Para evitar esse cenário, o especialista deve atuar como um filtro técnico e ético, sabendo o momento exato de colocar um limite saudável.

O planejamento para quem vai fazer um procedimento pela primeira vez

Pacientes que nunca realizaram nenhuma intervenção estética exigem um olhar clínico redobrado. Um dos erros mais frequentes na prática clínica é preencher imediatamente uma face madura (entre 40 e 50 anos) que apresenta flacidez e perda tecidual acentuada, sem antes preparar a pele.

Se um rosto sem sustentação recebe grandes volumes de gel de ácido hialurônico sem preparo prévio, a gravidade e a falta de firmeza podem fazer com que o produto se desloque com o tempo, gerando deformidades. Por isso, a conduta correta consiste em iniciar com tratamentos de estruturação e estímulo cutâneo, garantindo que a pele tenha firmeza para receber os preenchedores com total segurança.

Reversibilidade de produtos e a escolha do profissional

Outro ponto fundamental esclarecido pela especialista diz respeito à reversibilidade dos materiais utilizados. Enquanto os ácidos hialurônicos contam com uma enzima específica (a hialuronidase) capaz de dissolver o produto caso o resultado não agrade, os bioestimuladores de colágeno e a toxina botulínica (Botox) não podem ser removidos mecanicamente de forma imediata após a aplicação.

Essa limitação reforça a importância de priorizar a segurança e a qualificação técnica:

  •  •  Pesquisa de Reputação: Investigar o histórico da clínica, buscar indicações reais (“boca a boca”) e consultar informações sobre o profissional em canais confiáveis.
  •  •  Atenção à Procedência dos Produtos: Utilizar apenas substâncias e marcas que possuam registro e comprovação rigorosa da ANVISA, evitando o risco gravíssimo de utilizar produtos adulterados ou falsificados que circulam no mercado clandestino.

Perguntas frequentes sobre procedimentos estéticos (FAQ)

Todo procedimento estético está associado a alguma “modinha” das redes sociais?

Não necessariamente. Embora surjam novos equipamentos corporais ou faciais com frequência, a harmonização facial estrutural não é uma moda passageira, mas sim um conjunto de técnicas voltadas para tratar o envelhecimento, repor volumes perdidos e melhorar a qualidade da pele de forma global.

É verdade que o botox pode deixar a expressão congelada?

A toxina botulínica só deixa a expressão congelada ou artificial se for aplicada em doses excessivas ou em pontos incorretos. Quando administrada com técnica refinada e parcimônia, o Botox suaviza as rugas dinâmicas de expressão (como os pés de galinha e as linhas da testa), mantendo a naturalidade do olhar e a movimentação saudável do rosto.

Qual é a diferença entre preenchedores e bioestimuladores de colágeno?

O preenchedor (geralmente ácido hialurônico) tem como função principal repor volume perdido e redefinir contornos de forma imediata. Já o bioestimulador atua no interior da derme estimulando os fibroblastos a produzirem novo colágeno de forma progressiva, melhorando a flacidez e a firmeza da pele a médio e longo prazo.

Por que a formação internacional da profissional faz diferença no resultado?

Instituições de referência mundial como a Harvard Medical School e o Marc Institute exigem rigor anatômico absoluto e protocolos baseados em evidências científicas. Isso garante que o profissional domine a rede vascular e os planos profundos da face, minimizando riscos de complicações vasculares e garantindo um resultado estético de alta precisão.

Fonte:

Luciana Ribeiro – CRBM: 14112

Biomédica esteta com formação internacional em instituições de elite como a Harvard Medical School e o Marc Institute (Miami). Especialista em harmonização orofacial avançada, procedimentos corporais e ozonioterapia, com foco em integrar ciência, segurança e naturalidade.

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