Rodrigo Cantarella Teixeira explica como regras, hierarquia, convivência e rotina de treinos podem contribuir para a formação de crianças e adolescentes
Imagem Ilustrativa

As artes marciais são conhecidas principalmente pelas técnicas de luta e defesa, mas a prática também envolve regras de convivência, disciplina, respeito ao professor e organização dentro do ambiente de treinamento.

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Para crianças e adolescentes, esses elementos podem fazer parte de uma experiência que vai além do aprendizado esportivo, especialmente quando a atividade é conduzida em um ambiente estruturado e alinhado aos valores da família.

Recebemos a seguinte pergunta de André Luiz, de Fortaleza (CE), no nosso Direct no Instagram:

“As artes marciais também podem ajudar crianças e jovens a aprender disciplina e respeito?”

O lutador, empresário e faixa-preta de Jiu-Jitsu Rodrigo Cantarella Teixeira explica que respeito e disciplina fazem parte da própria estrutura de ensino das artes marciais.

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Artes marciais podem ensinar disciplina às crianças?

Segundo Rodrigo Teixeira, sim.

Ele explica que a disciplina não aparece apenas durante a execução das técnicas, mas está presente nas próprias regras adotadas desde os primeiros dias de treinamento.

“Respeito e disciplina são fundamentais no ensinamento da arte marcial, seja ela qual for”, afirma.

No Jiu-Jitsu, por exemplo, o aluno aprende que existem procedimentos e comportamentos que precisam ser respeitados dentro do ambiente de treino.

Essas regras ajudam a estabelecer limites e uma rotina organizada para a prática esportiva.

Como a disciplina aparece durante os treinos?

Rodrigo explica que algumas regras são ensinadas desde o primeiro contato do aluno com o tatame.

Entre os exemplos estão:

  • •  pedir autorização ao professor para entrar ou sair do tatame;
  • •  respeitar as regras de higiene e organização do espaço;
  • •  permanecer atento enquanto o professor explica uma técnica;
  • •  respeitar os demais alunos durante os exercícios;
  • •  seguir orientações e comandos durante o treinamento;
  • •  compreender a existência de diferentes níveis de graduação.

Segundo o empresário, esse conjunto de normas faz com que a criança ou o adolescente compreenda que o treino também exige comportamento, concentração e respeito pelo espaço coletivo.

A graduação nas artes marciais também ensina respeito?

As graduações são outro elemento importante dentro de diversas artes marciais.

No Jiu-Jitsu, por exemplo, os praticantes são identificados por diferentes faixas, de acordo com seu nível de experiência e evolução.

Para Rodrigo, essa estrutura ajuda quem está começando a identificar alunos mais experientes e compreender que existe um processo de aprendizado construído ao longo do tempo.

A graduação também pode contribuir para que o aluno desenvolva noções de hierarquia, evolução, dedicação e respeito pela experiência dos colegas.

Artes marciais ajudam na formação do caráter?

Para Rodrigo, as artes marciais podem oferecer um ambiente favorável ao desenvolvimento de valores que também são importantes fora do esporte.

Cumprir regras, lidar com derrotas e vitórias, respeitar colegas, escutar orientações e continuar treinando mesmo diante das dificuldades são experiências presentes na rotina de quem pratica uma modalidade marcial.

Isso não significa, porém, que apenas matricular uma criança em uma academia seja suficiente para garantir mudanças de comportamento.

O ambiente, a metodologia e principalmente a atuação do professor têm papel importante nessa experiência.

Como escolher uma academia de artes marciais para uma criança?

Rodrigo recomenda que os pais ou responsáveis conheçam pessoalmente a academia antes de matricular a criança.

Observar o espaço, conversar com o professor e entender como as aulas são conduzidas são alguns dos cuidados importantes.

“Um ponto importante é visitar a academia, conhecer o professor e conhecer o ambiente”, destaca.

Para ele, a família deve avaliar se a forma como o treinamento é conduzido está de acordo com os valores que pretende transmitir à criança ou ao adolescente.

A relação entre professor e alunos, o tratamento dado às crianças e a maneira como disciplina e respeito são trabalhados durante as aulas também podem ser observados.

O professor tem papel importante nesse processo?

Sim.

Embora as modalidades possuam regras e tradições próprias, é o professor quem conduz a experiência diária do aluno.

Por isso, Rodrigo ressalta que os responsáveis devem procurar um ambiente em que exista respeito, segurança e uma abordagem adequada à idade dos participantes.

Quando esses elementos estão presentes, o treinamento pode se tornar não apenas uma atividade física, mas também uma oportunidade de desenvolver disciplina, responsabilidade, respeito e convivência com outras pessoas.

“Estando de acordo com os seus valores, você pode colocar seu filho no treino. Com certeza, ele vai aprender muito sobre respeito e disciplina”, afirma Rodrigo Teixeira.

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Colaboração

Rodrigo Cantarella Teixeira – CEO da SouCompetidor e Empreendedor Sportech

Rodrigo Cantarella Teixeira é executivo, empreendedor e especialista em tecnologia aplicada ao esporte (sportech), com mais de 25 anos de experiência profissional.

Especialista em Gestão de Eventos Esportivos, Tecnologia e Artes Marciais, é faixa-preta 1º grau de Jiu-Jitsu. Iniciou sua trajetória profissional como analista de sistemas e programador e, posteriormente, reuniu sua experiência em tecnologia e esporte na criação da SouCompetidor, plataforma voltada à gestão de inscrições e filiações para eventos de artes marciais no Brasil.

Como CEO, atua na estratégia, operação e expansão da plataforma junto a federações e organizadores de eventos esportivos.

Também é cofundador e produtor executivo do Premium Cup BJJ, campeonato de Jiu-Jitsu realizado no Estado de São Paulo.

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