O número de ciclos de fertilização in vitro (FIV) no Brasil cresceu 32,72% em um ano, passando de 34.623 procedimentos em 2020 para 45.952 ciclos no ano seguinte, segundo dados do Relatório de Produção de Embriões (SisEmbrio), divulgados pela Anvisa e repercutidos pela Associação Médica Brasileira (AMB).
Recebemos a seguinte pergunta de Fernanda Martins, de Goiânia (GO), no nosso Direct no Instagram:
“Quando a mulher deve pensar em fazer uma fertilização in vitro?”
O ginecologista especialista em reprodução assistida Dr. Alessandro Schuffner explica que não existe um momento único para todas as mulheres.
Quando a FIV pode ser indicada?
Segundo o especialista, a fertilização in vitro pode ser considerada quando existem condições que dificultam ou impedem a gravidez espontânea, como:
- • alterações nas trompas;
- • alguns casos de endometriose;
- • alterações importantes no sêmen;
- • insucesso de tratamentos anteriores;
- • fatores relacionados à idade e à reserva ovariana.
“A decisão depende de vários fatores e, principalmente, de uma avaliação individualizada”, explica Dr. Alessandro.
A idade da mulher faz diferença?
Sim. Com o passar dos anos, ocorre uma redução progressiva da quantidade e da qualidade dos óvulos.
Por isso, Dr. Alessandro orienta que mulheres com menos de 35 anos procurem avaliação após cerca de 12 meses de tentativas sem sucesso. A partir dos 35 anos, esse período cai para aproximadamente seis meses.
Após os 40 anos, a recomendação é buscar avaliação ainda mais cedo.
Isso não significa que toda mulher com mais de 35 anos precise fazer FIV, mas que o tempo se torna um fator ainda mais importante para a fertilidade.
É preciso tentar outros tratamentos antes?
Nem sempre.
Em alguns casos, tratamentos de menor complexidade podem ser considerados antes da FIV. Em outros, dependendo do diagnóstico, a fertilização in vitro pode ser indicada diretamente.
A decisão deve considerar idade, exames, histórico do casal e causa da dificuldade para engravidar.
“O mais importante é não deixar o tempo passar sem buscar respostas. Uma avaliação especializada permite entender o que está acontecendo e definir o tratamento mais adequado para cada história”, afirma Dr. Alessandro Schuffner.
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Colaboração:
Dr. Alessandro Schuffner – Reprodução Assistida
CRM-PR: 18822 | RQE: 21939
Dr. Alessandro Schuffner é especialista em Medicina Reprodutiva e mestre em Medicina pela UFPR. Atua na investigação e tratamento da infertilidade feminina e masculina e em técnicas de reprodução assistida.
