Estudo revela alta prevalência de dores musculoesqueléticas; especialista alerta para sinais ocultos em bebês e riscos de traumas a longo prazo.
Imagem Ilustrativa

A dor pediátrica é uma condição complexa que afeta uma parcela significativa da população infantojuvenil no Brasil. Um estudo publicado no Brazilian Journal of Physical Therapy revela que, em média, 27% das crianças e adolescentes convivem com dores musculoesqueléticas sem causas específicas, impactando músculos, ossos e ligamentos.

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A Dra. Danielle Cadide, médica especialista em dor pediátrica, falou sobre as causas e como identificar os sinais de alerta.

A diferença entre dor aguda e crônica na infância

A dor em pacientes pediátricos pode se manifestar de duas formas principais: aguda ou crônica. As dores agudas surgem repentinamente e possuem uma causa imediata, como ocorre no caso de uma fratura óssea ou uma lesão decorrente de uma queda.

Já a dor crônica é aquela de caráter recorrente e persistente, que se estende por semanas ou meses. Um dos exemplos mais comuns desse tipo de comorbidade na infância são as cefaleias, popularmente conhecidas como dores de cabeça, que exigem investigação detalhada.

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Sinais de alerta: como identificar a dor em bebês

Um dos maiores desafios da pediatria é identificar o sofrimento em recém-nascidos e crianças pequenas. Pelo fato de não possuírem o pleno domínio da linguagem para expressar onde dói, os pais precisam ficar atentos às mudanças comportamentais do filho.

A recusa em andar, a limitação para mexer alguma parte específica do corpo ou um choro insistente e sem motivo aparente são indicativos claros de desconforto. Outro sinal de gravidade é a sonolência excessiva, especialmente se ocorrer após sofrer uma queda ou impacto na cabeça.

Quando procurar ajuda médica imediata

A busca por uma avaliação especializada deve ser imediata quando a dor se mostra muito intensa ou evolutiva, ou seja, quando piora gradualmente com o passar dos dias. A consulta com o profissional torna-se indispensável quando a dor vem acompanhada de:

  • Febre alta ou persistente;
  • Manchas vermelhas ou roxas na pele;
  • Vômitos frequentes;
  • Dificuldade para respirar ou cansaço extremo.

Consequências e os pilares do tratamento eficaz

O tratamento correto da dor pediátrica evita alterações permanentes na sensibilidade da área afetada. Além disso, a intervenção precoce protege a saúde mental do paciente, impedindo traumas psicológicos e impactos emocionais a longo prazo causados pelo sofrimento contínuo.

A abordagem ideal baseia-se em identificar o motivo exato do sintoma para tratá-lo na raiz. “Independentemente de qual dor seu filho ou filha esteja sentindo, aguda ou persistente, busque por ajuda de um profissional o mais rápido possível”, finaliza a Dra. Danielle Cadide.

Perguntas frequentes sobre dor pediátrica (FAQ)

Como diferenciar a dor do crescimento de uma dor grave?

A dor do crescimento costuma surgir no fim do dia ou à noite, afeta as duas pernas e não causa mancar ou inchaço. Se a dor ocorrer em apenas um lado, persistir pela manhã ou vier acompanhada de febre, deve ser investigada.

O uso de analgésicos por conta própria é seguro para crianças?

Não. A automedicação na infância pode mascarar sintomas de doenças graves e causar efeitos colaterais sérios nos rins e fígado. Qualquer medicamento deve ter orientação médica.

O que causa a cefaleia crônica em crianças e adolescentes?

As dores de cabeça recorrentes podem estar ligadas a fatores genéticos, privação de sono, estresse escolar, problemas de visão ou hábitos alimentares desregulados.

O que fazer se o bebê chora muito e não conseguimos identificar a dor?

O choro persistente que não cessa com o colo, amamentação ou troca de fralda é um sinal de alerta. O ideal é levá-lo ao pediatra ou pronto-socorro para uma avaliação física detalhada.

Fontes:

Brazilian Journal of Physical Therapy;

Dra. Danielle Cadide – CRM SP 146189 / RQE Nº: 83835 / RQE Nº: 838351

Médica especialista em dor pediátrica. Atua no diagnóstico e tratamento de dores agudas e crônicas na infância em São Paulo e no Paraná (Foz do Iguaçu).

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