A queda de cabelo é uma das principais queixas relacionadas à saúde e à estética, atingindo homens e mulheres em diferentes fases da vida. Embora muitas pessoas recorram imediatamente a suplementos vitamínicos na tentativa de interromper o problema, especialistas alertam que a suplementação só apresenta resultados quando existe uma necessidade real e ela faz parte de um tratamento baseado em diagnóstico.
A nutricionista Carolina Perea explicou que a deficiência de vitaminas, minerais e proteínas pode favorecer a queda capilar, deixando os fios mais finos, frágeis e quebradiços.
“O cabelo não é um tecido essencial para a sobrevivência. Quando existe deficiência nutricional, o organismo prioriza órgãos vitais e os cabelos costumam ser um dos primeiros a refletir esse desequilíbrio”, explica.
Entre os nutrientes mais frequentemente relacionados à saúde dos fios estão o ferro, zinco, vitamina D, vitaminas do complexo B especialmente a biotina e as proteínas, responsáveis por fornecer os aminoácidos necessários para a formação da queratina, principal componente estrutural do cabelo.
Emagrecimento acelerado exige atenção
Nos últimos anos, a especialista observa um aumento da queda capilar em pessoas que passaram por emagrecimento rápido, seja após cirurgia bariátrica ou durante tratamentos para obesidade com medicamentos agonistas do GLP-1, como semaglutida e tirzepatida.
Nesses casos, a queda costuma estar relacionada principalmente à rápida perda de peso e à redução da ingestão de calorias e proteínas, e não ao medicamento isoladamente. Por isso, o acompanhamento nutricional torna-se fundamental para prevenir deficiências nutricionais durante o processo de emagrecimento.
Nem toda queda de cabelo é causada por falta de vitaminas
Apesar da relação entre nutrição e saúde capilar, Carolina Perea ressalta que nem toda queda de cabelo está associada à deficiência de nutrientes.
Alterações hormonais, fatores genéticos, estresse, doenças da tireoide, processos inflamatórios e outras condições clínicas também podem provocar queda dos fios.
Por esse motivo, antes de indicar qualquer suplemento, o nutricionista realiza uma avaliação individualizada que inclui análise da alimentação, histórico de saúde, perda de peso recente, velocidade da queda, exames laboratoriais e sinais clínicos.
A especialista destaca ainda que exames laboratoriais dentro da faixa de referência nem sempre representam níveis ideais para a saúde capilar. Da mesma forma, o excesso de alguns nutrientes pode trazer consequências negativas.
“O uso indiscriminado de vitamina A, selênio e até mesmo ferro, quando não existe deficiência comprovada, pode agravar a queda de cabelo e provocar outros efeitos adversos”, alerta.
Os nutrientes com maior respaldo científico
Quando existe deficiência identificada, alguns nutrientes apresentam maior evidência científica para auxiliar na recuperação dos fios.
Entre eles estão:
• Ferro, essencial para o transporte de oxigênio até o folículo piloso;
• Zinco, importante para a síntese de proteínas, divisão celular e renovação dos tecidos;
• Vitamina D, que participa da regulação do ciclo capilar;
• Vitaminas do complexo B, especialmente a biotina, relacionada à produção da queratina;
• Proteínas e aminoácidos como metionina, cisteína e lisina, fundamentais para a estrutura dos fios;
• Vitaminas C e E, antioxidantes que ajudam a proteger os folículos contra o estresse oxidativo, sendo que a vitamina C também favorece a absorção do ferro e participa da síntese de colágeno.
As proteínas merecem atenção especial. A recomendação diária varia conforme idade, sexo, prática de atividade física e condições clínicas, podendo ficar, em média, entre 0,6 g e 2 g por quilo de peso corporal ideal. Carnes, peixes, ovos e laticínios são considerados importantes fontes de aminoácidos essenciais.
Quando os resultados começam a aparecer?
A melhora não acontece de forma imediata, pois o cabelo possui um ciclo natural de crescimento relativamente lento.
Após a correção das deficiências nutricionais e da causa da queda, os primeiros sinais de melhora costumam surgir entre oito e doze semanas, quando o eflúvio começa a diminuir.
Já o crescimento de novos fios e a recuperação da densidade capilar normalmente tornam-se mais evidentes entre três e seis meses, podendo a recuperação completa levar de seis a doze meses, dependendo da intensidade da deficiência, da idade, da genética, da presença de doenças associadas e da adesão ao tratamento.
Alimentação equilibrada potencializa os efeitos da suplementação
Para que os resultados sejam consistentes, a suplementação deve estar associada a hábitos saudáveis.
Uma alimentação rica em proteínas de alto valor biológico, frutas, verduras, legumes, oleaginosas e gorduras saudáveis fornece os nutrientes necessários para o adequado funcionamento do folículo piloso.
Além da alimentação, dormir bem, controlar o estresse, praticar atividade física regularmente e tratar doenças como alterações da tireoide, resistência à insulina e processos inflamatórios também contribuem para preservar a saúde dos cabelos.
A importância de escolher suplementos de qualidade
Outro ponto destacado pelos especialistas é a procedência dos suplementos utilizados. Produtos de qualidade, fabricados com matérias-primas confiáveis e submetidos a rigorosos controles de qualidade, oferecem maior segurança quanto à concentração dos nutrientes e à estabilidade das formulações.
Quando existe necessidade de fórmulas individualizadas, a manipulação farmacêutica permite adequar doses e combinações às necessidades específicas de cada paciente, sempre mediante prescrição e acompanhamento de profissionais habilitados.
Nesse contexto, a Pró-Vida Farma é reconhecida como uma das referências brasileiras em manipulação farmacêutica, destacando-se pelo rigor em seus processos de qualidade, pela seleção criteriosa das matérias-primas e pelo desenvolvimento de suplementos manipulados personalizados, contribuindo para tratamentos nutricionais individualizados.
Para Carolina Perea, o cabelo é um reflexo da saúde do organismo como um todo. Por isso, a combinação entre alimentação equilibrada, suplementação quando realmente indicada, hábitos saudáveis e tratamento da causa da queda oferece resultados muito mais consistentes do que o uso indiscriminado de vitaminas.
Fonte:
Carolina Perea – Nutricionista
CRN-3 43556
Personal Diet, pós-graduada em Nutrição Esportiva e Estética (Plenitude), Fisiologia do Exercício Físico Aplicado à Clínica (UNIFESP) e Nutrição Clínica e Esportiva (IPGS). Graduada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo.
