Ex-primeira-dama passou por procedimento minimamente invasivo de bloqueio anestésico de nervos cranianos para conter crise que durava mais de dez dias.
Foto: Reprodução/Instagram

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu alta do Hospital DF Star, em Brasília, neste domingo (2), após passar por um bloqueio anestésico de nervos cranianos para tratar uma enxaqueca persistente que resistia a medicações orais.

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O que motivou a internação e o tratamento especializado?

Michelle Bolsonaro deu entrada na unidade hospitalar na noite de sábado (1º de agosto) após enfrentar um quadro de enxaqueca refratária (cefaleia) que persistia por mais de dez dias sem ceder aos tratamentos convencionais com analgésicos e anti-inflamatórios orais.

Diante da intensidade da crise e do impacto na qualidade de vida, a equipe médica optou por realizar um bloqueio anestésico de nervos cranianos, intervenção minimamente invasiva que garantiu o controle completo dos sintomas e viabilizou a alta hospitalar.

  •  • Duração da crise: A dor intensa e contínua ultrapassou o período de dez dias.
  •  • Abordagem terapêutica: Uso de procedimento minimamente invasivo com bloqueio anestésico de nervos cranianos em ambiente hospitalar.
  •  • Desfecho clínico: Controle total da crise e liberação da paciente no domingo (2).

Como funciona o bloqueio anestésico para enxaqueca?

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Segundo o neurocirurgião e especialista em dor Dr. Luiz Severo, o procedimento consiste na aplicação de anestésicos locais diretamente nos nervos envolvidos na transmissão da dor, sendo o nervo occipital maior o alvo mais frequente, podendo abranger outros nervos cranianos e periféricos conforme o padrão do paciente. Em casos específicos, o médico pode associar um corticosteroide para prolongar o efeito anti-inflamatório.

Importante: O procedimento tem o objetivo de interromper o ciclo de sensibilização do sistema nervoso central e periférico. O nervo não sofre nenhum tipo de destruição ou paralisia permanente; o anestésico promove apenas um bloqueio temporário da condução elétrica, permitindo que a crise seja interrompida e que o paciente recupere a resposta aos tratamentos cotidianos.

Nas últimas décadas, essa técnica passou a integrar os protocolos dos principais centros especializados no combate às cefaleias por apresentar rápida execução (poucos minutos), baixa taxa de complicações e excelente perfil de segurança quando conduzida por especialistas capacitados.

Fontes e Referências:

  •  • Hospital DF Star (Brasília – DF) – Boletim de alta hospitalar.
  •  • Dr. Luiz Severo – Neurocirurgião e Especialista em Dor (CRM-PE: 24210 | RQE: 10983 | CRM-PB: 12554 | RQE: 7100), Membro Titular da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) e da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor (SBED).
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