O cirurgião torácico Dr. Antônio Rissoni explica como tratar a hiperidrose e as situações em que o procedimento cirúrgico é a melhor opção.

A hiperidrose é caracterizada pelo suor excessivo que ultrapassa a necessidade de termorregulação do corpo, afetando áreas como mãos, axilas, testa e pés. Segundo o Dr. Antônio Rissoni, o problema gera um impacto social e emocional profundo, prejudicando desde apertos de mão até o desempenho profissional.

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O diagnóstico inicial diferencia a hiperidrose primária da secundária. A forma secundária é causada por fatores externos como obesidade, menopausa ou hipertireoidismo, e deve ser tratada na raiz do problema. Já a cirurgia é indicada para a disfunção direta do sistema nervoso simpático.

Para pacientes com suor intenso nas mãos (palmar) e axilas (axilar), a intervenção oferece resultados significativos. Contudo, o especialista ressalta que o sucesso depende de uma avaliação criteriosa, considerando que nem todo paciente é candidato ao procedimento.

Como funciona a cirurgia para acabar com o suor?

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A técnica cirúrgica atua na interrupção da cadeia simpática, responsável pelo estímulo exagerado das glândulas sudoríparas. O procedimento, realizado na região torácica, é considerado rápido, durando entre 15 e 20 minutos para ambos os lados.

Embora seja eficaz para mãos e axilas, a cirurgia para a região frontal (testa) exige cautela redobrada devido à proximidade com nervos oculares. Já para a hiperidrose plantar (pés), a indicação é rara, dado o risco de complicações em nervos das regiões urinária e genital.

Um ponto essencial do pós-operatório é a sudorese compensatória. O organismo, ao parar de suar na área operada, pode transferir a produção de suor para outras regiões, como abdômen ou costas. O nível dessa compensação varia conforme o perfil de cada paciente.

Fatores de risco e contraindicações importantes

A cirurgia não é recomendada para todos. Pacientes com obesidade importante geralmente não apresentam bons resultados e possuem contraindicação para o método. O controle do peso e de alterações hormonais deve preceder qualquer decisão cirúrgica.

Além disso, o controle emocional desempenha um papel fundamental. Em muitos casos, a ansiedade atua como gatilho para o suor excessivo, e um tratamento multidisciplinar pode ser necessário para estabilizar o quadro antes ou depois da intervenção.

A escolha por um especialista experiente é o que garante a segurança do paciente, permitindo que os riscos e benefícios de cada nível da cadeia simpática (T3 e T4) sejam discutidos de forma transparente antes da operação.

Perguntas Frequentes sobre Hiperidrose (FAQ)

O que causa o suor excessivo em repouso? A hiperidrose primária é causada por uma disfunção no sistema nervoso simpático. Já a secundária pode ser fruto de diabetes, menopausa, obesidade ou problemas na tireoide.

A cirurgia de hiperidrose é definitiva? Sim, o procedimento interrompe a transmissão nervosa para as glândulas de forma permanente. No entanto, pode surgir a sudorese compensatória em outras partes do corpo.

Quais os riscos da cirurgia de suor nas mãos? A cirurgia torácica é segura, mas como todo procedimento, possui riscos. O mais comum é o suor em novas áreas (compensação) e, raramente, sensibilidade na região das cicatrizes.

Suor nos pés tem cura com cirurgia? A cirurgia para os pés é raramente indicada devido ao risco de lesionar nervos ligados aos sistemas urinário e genital. Geralmente, buscam-se tratamentos clínicos para esta área.

O suor compensatório acontece com todo mundo? A maioria dos pacientes apresenta algum grau de compensação após a cirurgia. Na maioria das vezes, o novo suor é mais tolerável do que o problema original que motivou a operação.

Fonte:

Dr. Antônio Rissoni Jr. – Cirurgião Torácico | CRM-SP: 99567

Dr. Antônio Rissoni Jr. é um cirurgião torácico de alta performance, Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica (SBCT) e Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC), reconhecido pela sua expertise em procedimentos minimamente invasivos e pós-graduado em Cirurgia Torácica Robótica. Com uma trajetória sólida que une a oncologia cirúrgica à broncoscopia avançada, ele atua na vanguarda da medicina tecnológica.

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