A busca pela libertação da dependência de óculos de grau e lentes de contato é uma das principais motivações para consultas com especialistas em visão. Graças aos avanços da tecnologia oftalmológica, a cirurgia refrativa evoluiu para procedimentos de alta precisão, rápidos e com recuperação pós-operatória cada vez mais previsível.
Em entrevista ao apresentador Salatiel Araújo explico as diferenças entre as técnicas a laser, a cirurgia de substituição do cristalino e como definir o tratamento ideal.
Técnicas a laser: PRK e LASIK
A cirurgia refrativa a laser atua na remodelação da espessura e curvatura da córnea (a “lente externa” do olho), corrigindo vícios de refração como miopia, astigmatismo e hipermetropia:
- • PRK (Ablação de Superfície): Realiza-se a remoção do epitélio corneal para a aplicação direta do excimer laser. É indicada para pacientes com córneas mais finas ou pequenas assimetrias;
- • LASIK: Cria-se um fino “tampão” ou retalho (flap) na superfície da córnea, aplicando-se o laser na camada intermediária e reposicionando a lâmina em seguida, o que acelera a recuperação visual.
Facorrefrativa e a visão após os 40 anos
A indicação da cirurgia exige rigor na avaliação pré-operatória. Exames como topografia corneal, Pentacam e microscopia especular analisam o mapa, a espessura e a saúde celular do olho para atestar a segurança do procedimento.
- • A Questão da Presbiopia (Vista Cansada): A partir dos 40 anos, a perda natural da acomodação visual para perto (presbiopia) precisa ser considerada. Corrigir totalmente a miopia de longe em um paciente maduro pode exigir o uso de óculos para leitura de perto, exigindo alinhamento prévio sobre o perfil profissional da pessoa;
- • Cirurgia Facorrefrativa: Para pacientes com presbiopia acentuada ou em fase inicial de catarata (geralmente após os 50-60 anos), realiza-se a facorrefrativa. O cristalino opaco ou rígido é removido e substituído por uma lente intraocular avançada (tórica, multifocal ou trifocal), corrigindo simultaneamente a visão de longe e de perto e eliminando a catarata definitivamente.
Esperar a estabilização do grau e realizar os mapeamentos pré-operatórios garante um procedimento seguro e com excelente taxa de independência dos óculos a longo prazo.
