A blefaroplastia consolidou-se como o procedimento estético mais realizado em 2024, com mais de 2,1 milhões de intervenções realizadas no mundo, segundo estimativas internacionais divulgadas pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).
A cirurgia pode ser indicada para tratar alterações como excesso de pele nas pálpebras, bolsas abaixo dos olhos e outras condições da região periocular. Em alguns casos, além da questão estética, o excesso de pele pode até interferir no campo visual.
Mas como saber se realmente chegou o momento de considerar uma blefaroplastia?
Foi justamente sobre esse assunto que Sandra Regina, do Rio de Janeiro, enviou uma pergunta pelo Direct no Instagram do Doutor TV:
“Como saber se já está na hora de fazer uma blefaroplastia?”
A oftalmologista Dra. Lara El Andere, especialista em cirurgia plástica ocular, explica que o primeiro passo é entender o que está incomodando o paciente e, posteriormente, realizar uma avaliação médica completa da região ao redor dos olhos.
Quais sinais podem indicar que é hora de avaliar uma blefaroplastia?
Segundo Dra. Lara, antes mesmo de pensar na cirurgia, é importante que o paciente identifique aquilo que está provocando incômodo.
Algumas das questões que podem motivar uma avaliação são:
- • excesso de pele nas pálpebras;
- • sensação de peso na região dos olhos;
- • dificuldade ou incômodo ao fazer maquiagem;
- • bolsas abaixo dos olhos;
- • aparência constante de olhar cansado;
- • alterações nas pálpebras que afetam a autoestima;
- • mudanças que podem interferir no conforto ou na função da região ocular.
Para a especialista, quando essas alterações passam a incomodar o paciente, pode ser o momento de buscar uma avaliação profissional.
Isso não significa, porém, que a blefaroplastia será necessariamente a indicação.
“Primeiro, é preciso entender o que incomoda. A partir daí, avaliamos se a blefaroplastia ou algum outro procedimento é o mais adequado”, explica Dra. Lara.
A avaliação vai além das pálpebras?
Sim. Dra. Lara explica que um dos pontos importantes da consulta é avaliar o olhar de maneira ampla, e não apenas observar isoladamente a quantidade de pele presente na pálpebra.
A especialista costuma analisar o que chama de “moldura do olhar”, incluindo diferentes estruturas da face.
Entre os pontos avaliados estão o posicionamento das sobrancelhas, a região dos supercílios, as pálpebras superiores e inferiores e o terço médio da face.
Essas regiões estão interligadas e podem interferir na aparência dos olhos. Por isso, uma queixa atribuída inicialmente apenas à pálpebra pode estar relacionada também a outras estruturas.
Excesso de pele e bolsas são avaliados antes da cirurgia?
Na pálpebra superior, o médico avalia se realmente existe excesso de pele e qual quantidade pode ser retirada com segurança.
Já na pálpebra inferior, a análise pode incluir bolsas de gordura, quantidade de pele, posicionamento e sustentação das estruturas da pálpebra, além das características do terço médio da face.
Essa avaliação individualizada é importante porque as alterações não são iguais em todos os pacientes.
A própria SBCP informa que a blefaroplastia pode ser utilizada para tratar excesso de pele nas pálpebras superiores, bolsas sob os olhos e excesso de pele nas pálpebras inferiores, entre outras alterações.
Toda bolsa abaixo dos olhos é gordura?
Não necessariamente.
Dra. Lara chama atenção para uma alteração que pode ser confundida pelos pacientes com uma bolsa de gordura: o edema malar, um inchaço localizado na região superior das maçãs do rosto, próximo às pálpebras inferiores.
Por isso, identificar corretamente a origem do volume ou do inchaço é uma etapa importante antes de indicar qualquer procedimento.
A avaliação médica permite diferenciar as características presentes em cada paciente e definir qual abordagem pode ser mais apropriada.
Quem deve indicar a blefaroplastia?
A vontade do paciente e aquilo que o incomoda são pontos importantes, mas a indicação da cirurgia deve ser realizada após avaliação médica.
Segundo Dra. Lara, o especialista precisa examinar as estruturas ao redor dos olhos, verificar a presença de excesso de pele ou bolsas e avaliar as condições da pálpebra para determinar se existe indicação cirúrgica e como o procedimento pode ser realizado com segurança.
A médica destaca a atuação do oculoplástico, oftalmologista especializado em cirurgia plástica ocular, nesse tipo de avaliação.
Portanto, não existe uma idade única ou um momento igual para todas as pessoas.
Se o excesso de pele, as bolsas ou outras alterações nas pálpebras começaram a incomodar, o primeiro passo é procurar avaliação especializada para entender se a blefaroplastia realmente é indicada para aquele caso.
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Colaboração:
Dra. Lara El Andere – Oftalmologia e Plástica Ocular
CRM-SP: 162034 | RQE: 77465 |
A Dra. Lara El Andere é médica oftalmologista com subespecialidade em Cirurgia Plástica Ocular (Oculoplástica), membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Ocular (SBCPO). Sua atuação é focada em uma das áreas mais delicadas da medicina: a região dos olhos. Com uma abordagem que une técnica refinada e sensibilidade estética, a Dra. Lara é reconhecida por priorizar resultados naturais que preservam a identidade e a harmonia facial, promovendo o rejuvenescimento do olhar e a recuperação da autoestima de seus pacientes.
