A Dra. Catherine Fuchs, especialista em diagnóstico por imagem, explica como a tecnologia e a inteligência artificial transformaram o ultrassom em uma ferramenta indispensável para a medicina moderna.
Dra. Catherine Fuchs no Doutor TV Entrevista com Salatiel Araújo

A ultrassonografia consolidou-se como um dos métodos diagnósticos mais versáteis e seguros da medicina. Por não utilizar radiação ionizante, é o exame padrão-ouro para o acompanhamento gestacional e pediátrico. Segundo a Dra. Catherine Fuchs, a evolução dos equipamentos permitiu que o ultrassom deixasse de ser apenas uma imagem estática para se tornar uma análise dinâmica e detalhada de fluxos sanguíneos e estruturas em 3D e 4D.

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Hoje, o diagnóstico por imagem é o ponto de partida para quase todos os tratamentos. Seja na oncologia, para definir a extensão de um tumor, ou na saúde da mulher, para rastrear endometriose e causas de dor pélvica, a precisão do equipamento aliada à expertise do médico é o que garante a assertividade terapêutica e a segurança do paciente.

A democratização da tecnologia também permitiu que o ultrassom entrasse nos consultórios de diversas especialidades. Médicos de diferentes áreas agora utilizam o equipamento como uma “extensão do exame físico”, agilizando a tomada de decisão clínica e oferecendo um diagnóstico imediato durante a própria consulta.

A revolução da Inteligência Artificial no diagnóstico

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A inteligência artificial (IA) já é uma realidade nos centros de diagnóstico. Longe de substituir o médico, a IA atua como uma assistente de alta performance, automatizando medidas biométricas, otimizando a qualidade da imagem em tempo real e auxiliando na identificação de padrões que poderiam passar despercebidos.

Essa tecnologia reduz a subjetividade do exame, tornando os laudos mais precisos e reprodutíveis. Na medicina fetal, por exemplo, a IA auxilia na aquisição rápida de planos anatômicos complexos do bebê, garantindo que o rastreamento de malformações seja feito com o máximo de rigor técnico e eficiência.

Para a Dra. Catherine, o futuro da ultrassonografia reside na simbiose entre a alta tecnologia e o atendimento humanizado. A capacidade de processamento das máquinas potencializa o trabalho do médico, mas a interpretação clínica e o acolhimento ao paciente continuam sendo competências humanas insubstituíveis.

Consultoria e formação médica em imagem

Com o rápido avanço tecnológico, a escolha do equipamento correto tornou-se um desafio para clínicas e médicos. A Dra. Catherine Fuchs destaca que não basta adquirir a tecnologia mais cara; é preciso entender qual ferramenta realmente agrega valor à prática clínica específica de cada profissional.

Através de cursos e consultorias, a especialista auxilia médicos a incorporarem o ultrassom em suas rotinas, desde a formação técnica até a implementação logística do serviço. A atualização constante em eventos como a Jornada Paulista de Radiologia (JPR) é o que permite levar inovação e segurança para o interior do país.

Perguntas Frequentes sobre Ultrassonografia (FAQ)

O ultrassom apresenta algum risco para mulheres grávidas? Não. O ultrassom utiliza ondas sonoras de alta frequência e não radiação ionizante (como o raio-X), sendo totalmente seguro para o feto e para a gestante em qualquer fase da gravidez.

Para que serve a Inteligência Artificial nos aparelhos de ultrassom? A IA ajuda a melhorar a nitidez das imagens, realiza medidas automáticas com maior precisão e auxilia o médico na detecção de anomalias, funcionando como uma ferramenta de apoio à decisão.

O que é o Doppler e por que ele é feito durante o ultrassom? O Doppler é um recurso que permite avaliar o fluxo sanguíneo nos vasos e órgãos. É essencial para verificar a saúde da placenta, a oxigenação do bebê e a vascularização de tumores ou glândulas.

Qual a diferença entre ultrassom 3D e 4D? O ultrassom 3D gera uma imagem tridimensional estática (volume), enquanto o 4D mostra essas imagens em tempo real, permitindo ver movimentos do bebê, como sorrisos e bocejos, com clareza.

Por que alguns exames de ultrassom exigem preparo (como jejum ou bexiga cheia)? O preparo serve para otimizar a visualização. O jejum reduz os gases intestinais que bloqueiam o som, e a bexiga cheia cria uma “janela acústica” que facilita a visão do útero e dos ovários.

Fonte:

Dra. Catherine Fuchs – CRM 28850/RQE 15373

Dra. Catherine Fuchs  é médica Especialista em Radiologia e Diagnóstico por Imagem. Formada na Universidade Federal de Pelotas (UFPel), com residência no Hospital Nossa Senhora da Conceição em Porto Alegre. Especializada em Saúde da Mulher, ultrassonografia obstétrica morfológica, mapeamento de endometriose e Doppler. Atua em Rio Verde – GO e ministra cursos em todo Brasil.

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