Neste artigo explico os motivos biológicos e estéticos que tornam o outono/inverno a melhor época para tratar vasos e varizes, além de apresentar as tecnologias modernas que substituem a cirurgia tradicional.
Imagem Ilustrativa

A chegada do outono e do inverno costuma ser marcada por um aumento expressivo na procura por atendimentos vasculares. O que muitas pessoas se perguntam é se essas estações de temperaturas mais amenas representam, de fato, o período ideal para dar início ao tratamento das varizes e vasinhos. E a resposta é sim: os meses mais frios são perfeitos para cuidar da saúde venosa das pernas.

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Como médica cirurgiã vascular e membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV), destaco que tratar as varizes nessa época une conforto biológico, segurança na recuperação e o tempo necessário para alcançar pernas bonitas e saudáveis antes do verão.

Por que o outono e o inverno são perfeitos para o tratamento?

Embora o tratamento vascular possa ser realizado durante todo o ano, iniciar os procedimentos entre o outono e o inverno oferece vantagens estratégicas indispensáveis:

1 – Adesão à Meia de Compressão: A compressão graduada é prescrita após procedimentos como laser ou escleroterapia. Com o clima frio, o uso da meia torna-se muito mais confortável e aceitável no dia a dia.

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2 – Proteção Contra Manchas na Pele: É comum o surgimento de pequenos hematomas após as aplicações. No inverno, o uso de calças e botas esconde esses roxos e a exposição solar é menor, prevenindo a hiperpigmentação (manchas escuras) na pele.

3 – Tempo Hábil Até o Verão: Tratamentos venosos exigem sessões e tempo de reabsorção do organismo. Quem busca atendimento em outubro ou novembro frequentemente não consegue finalizar o protocolo a tempo das férias de fim de ano. Iniciar no inverno garante resultados consolidados a tempo do verão.

Múltiplas opções de tratamento: da aplicação ao laser

A cirurgia vascular evoluiu e hoje contamos com técnicas minimamente invasivas que podem ser realizadas no próprio consultório, sem necessidade de repouso ou interrupção das atividades normais:

  • • Escleroterapia Convencional: A tradicional aplicação para vasinhos finos;
  • • Laser Transdérmico: Tecnologia de ponta que substitui a cirurgia convencional em até 85% dos casos;
  • • Polidocanol (Espuma Densa): Indicado para varizes mais calibrosas, também dispensando o centro cirúrgico;
  • • Termoablação de Safena: Tratamento da veia safena sem cortes, feito por meio de cauterização com fibra de laser ou radiofrequência;
  • • Cirurgia Tradicional: Reservada para a remoção de varizes calibrosas e superficiais específicas.

Varizes são uma doença evolutiva e sem cura

É fundamental compreender que os vasinhos finos não são apenas uma questão estética: eles marcam o estágio inicial da Doença Venosa Crônica. Com o tempo, a doença progride para sintomas como dor, sensação de peso, queimação e inchaço nos tornozelos.

Como a variz é uma condição de origem predominantemente genética, ela não tem cura, mas tem controle. Fatores como obesidade, sedentarismo, uso de hormônios e passar longos períodos em pé ou sentado agravam o quadro. Após o tratamento inicial, recomenda-se uma manutenção anual associada a mudanças no estilo de vida para conter o surgimento de novas varizes e garantir circulação e qualidade de vida duradouras.

 

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