Cirurgião torácico Dr. Antônio Rissoni Jr. explica quando a cirurgia pode ser considerada para tratar a hiperidrose e quais tipos de suor excessivo exigem outras abordagens

Estudos da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular de São Paulo (SBACV-SP) apontam que cerca de 10% a 10,7% da população brasileira apresenta algum grau de suor excessivo, condição que pode interferir no conforto, nas relações sociais e nas atividades do dia a dia.

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Conhecida como hiperidrose, a condição pode atingir diferentes regiões do corpo, como mãos, axilas, rosto e pés. Dependendo da localização e da intensidade, existem diferentes possibilidades de tratamento.

Recebemos a seguinte pergunta de Felipe Martins, de São Paulo (SP), no nosso Direct no Instagram:

“Quem sua demais pode resolver o problema com cirurgia?”

O cirurgião torácico Dr. Antônio Rissoni Jr. explica que a cirurgia pode ser uma alternativa em casos selecionados, mas não é indicada para todos os tipos de hiperidrose.

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Quando a hiperidrose pode ser tratada com cirurgia?

Segundo Dr. Rissoni, a cirurgia torácica pode ser considerada principalmente quando o suor excessivo está concentrado em determinadas regiões, como:

  •  • mãos;
  •  • axilas;
  •  • região frontal da face.

O procedimento utilizado é a simpatectomia torácica, que atua sobre pontos específicos da cadeia simpática relacionados à produção excessiva de suor.

“A cirurgia pode resolver casos de hiperidrose frontal, axilar e palmar, desde que o paciente tenha indicação adequada”, explica.

A SBACV-SP também descreve a simpatectomia como uma opção cirúrgica para casos selecionados de hiperidrose, especialmente após avaliação dos benefícios, riscos e possíveis efeitos colaterais.

Suor excessivo no corpo todo pode ser operado?

Segundo o especialista, a sudorese generalizada, quando ocorre em diversas regiões do corpo, não costuma ser resolvida pela simpatectomia torácica.

Nesses casos, é importante investigar a causa e avaliar outras possibilidades de tratamento, frequentemente com acompanhamento dermatológico ou de outros especialistas.

Por isso, identificar onde e quando o suor excessivo acontece é uma etapa importante antes de decidir o tratamento.

E quando o suor excessivo acontece nos pés?

A hiperidrose plantar, que acomete principalmente os pés, possui abordagem diferente da cirurgia realizada para mãos e axilas.

Dr. Rissoni explica que procedimentos cirúrgicos nessa região são mais complexos e exigem avaliação específica, inclusive pelos riscos associados.

Por esse motivo, o paciente com suor excessivo nos pés deve passar por uma avaliação especializada antes de considerar qualquer procedimento cirúrgico.

Toda pessoa com hiperidrose deve operar?

Não.

A cirurgia não é necessariamente o primeiro tratamento para todas as pessoas com suor excessivo.

A SBACV-SP destaca a existência de alternativas clínicas, incluindo medicamentos e tratamentos dermatológicos, e aponta que a cirurgia pode ser considerada quando as opções conservadoras não apresentam resultado satisfatório ou quando há indicação específica.

Além disso, a simpatectomia pode provocar hiperidrose compensatória, quando o aumento da transpiração passa a ocorrer em outras áreas do corpo. Esse risco precisa ser discutido com o paciente antes da decisão cirúrgica.

“Nós conseguimos tratar cirurgicamente determinados tipos de sudorese intensa, principalmente palmar, axilar e frontal. Mas é fundamental avaliar cada caso”, afirma Dr. Antônio Rissoni Jr.

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Colaboração

Dr. Antônio Rissoni Jr. – Cirurgião Torácico
CRM-SP: 99567

Dr. Antônio Rissoni Jr. é cirurgião torácico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica (SBCT) e da Sociedade Brasileira de Cancerologia. Possui pós-graduação em Cirurgia Torácica Robótica e atuação em procedimentos minimamente invasivos, oncologia cirúrgica e broncoscopia. Também possui formação em gestão de saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein e experiência na coordenação de serviços de cirurgia torácica.

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