O cardiologista Dr. Leandro Franco discute a transição da medicina convencional para a saúde integrativa, abordando a desmistificação do uso de hormônios e o impacto do estilo de vida no controle do peso.

O tratamento moderno das doenças cardiovasculares e metabólicas exige que o médico enxergue o paciente além do cumprimento protocolar de tarefas e receitas de consultório. Segundo o Dr. Leandro Franco, médico especialista com mais de dez anos de atuação em cardiologia e metabologia, o verdadeiro sucesso terapêutico nasce da humanização e do contato próximo. Tendo enfrentado a batalha contra a balança na juventude ao atingir os 100 kg, o especialista utiliza sua própria história de superação para acolher as dores físicas e psicológicas de seus pacientes, atuando não apenas como um prescritor, mas como um parceiro estratégico na readequação da rotina de saúde.

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A transição de sua prática profissional para a visão integrativa foi impulsionada por uma mentoria com o Dr. Diogo Viana, referência nacional em metabologia. Essa formação aprofundada permitiu ao Dr. Leandro Franco compreender a complexa engrenagem hormonal que rege o metabolismo humano. Diante de quadros de obesidade acentuada, por exemplo, o organismo frequentemente responde com quedas severas nos níveis de testosterona e massa muscular. É nesse cenário que os implantes hormonais (chips hormonais) atuam como ferramentas terapêuticas seguras e eficazes, após terem suas indicações validadas junto à Anvisa, para resgatar a vitalidade e a homeostase celular de pacientes elegíveis.

Para massificar o acesso a esse conhecimento científico de forma didática, o especialista estruturou uma biblioteca digital com e-books focados em educação em saúde. Entre as obras publicadas, destacam-se:

  • Pressão Sob Controle: Orientações práticas para o manejo da hipertensão.
  • Menopausa Sob Controle: Um guia focado no alívio dos sintomas decorrentes da transição e falência hormonal feminina.
  • Guia Saúde Plena: Aborda de forma transversal os pilares da higiene do sono, controle do estresse e exercícios.
  • Emagrecimento Emocional (Detox de Dopamina): Focado em quebrar o ciclo de busca por prazer imediato.

    https://youtu.be/ThQkBrlHXwc

Fisiologia do emagrecimento: medicação versus cirurgia bariátrica

Uma das grandes transformações da medicina metabólica atual foi o impacto das novas terapias injetáveis no manejo da obesidade crônica. O Dr. Leandro explica que o surgimento de fármacos de alta performance baseados em análogos de incretinas, modificou os critérios de indicação para procedimentos cirúrgicos. Atualmente, a realização da cirurgia bariátrica tende a se restringir a pacientes com contraindicações formais ao tratamento clínico ou que não possuem acesso financeiro às medicações.

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Quando colocados na ponta do lápis, os custos particulares de uma cirurgia bariátrica convencional superam o investimento continuado nos fármacos injetáveis. Além disso, o pós-operatório cirúrgico impõe ao paciente um custo financeiro e biológico elevado a longo prazo devido à necessidade perpétua de suplementações de alta absorção e monitoramento de déficits nutricionais. As canetas emagrecedoras oferecem uma rota substancialmente menos agressiva e de alta previsibilidade, permitindo um tratamento flexível que pode ser ajustado, trocado ou progressivamente retirado (desmame) à medida que o paciente evolui e reconstrói sua rotina de vida.

O “Tornado Mental” e a neurobiologia da dopamina

O processo de perda de peso sustentável esbarra frequentemente em um obstáculo neuropsicológico: a confusão entre o hábito de beliscar e o diagnóstico real de compulsão alimentar. O Dr. Leandro Franco alerta que a verdadeira compulsão é um transtorno psiquiátrico grave e incapacitante, onde o indivíduo perde totalmente o controle racional e ingere o que estiver disponível à sua frente, inclusive misturas alimentares desordenadas ou comida do lixo, até o limite físico do estômago. O que ocorre em 90% dos casos discutidos nas redes sociais não é uma patologia clínica, mas sim a fome hedônica — o desejo egoísta e consciente de consumir alimentos hiperpalatáveis (ricos em açúcar e gordura) puramente por prazer, mesmo sem necessidade energética.

Esse comportamento é amplamente alimentado pela dinâmica da dopamina no cérebro. Diferente do senso comum, a dopamina não é o hormônio do prazer em si, mas sim o neurotransmissor da busca e da antecipação pelo prazer:

  • Hiperestímulo: Celular / Doce / Álcool;
  • Pico Agudo de Dopamina;
  • Gatilho de Busca e Antecipação do Prazer;
  • Consumo Imediato por Conforto;
  • Queda Rápida (Crash) e Ciclo de Culpa.

Para silenciar esse “tornado mental” provocado pelo excesso de telas, notificações de celulares e hiperestímulos alimentares, o cardiologista recomenda a aplicação diária da técnica de respiração consciente 4-7-8. O protocolo consiste em inspirar profundamente pelo nariz por 4 segundos, reter o ar nos pulmões por 7 segundos e expirar de forma lenta e controlada pela boca durante 8 segundos. Além de induzir uma resposta mecânica imediata de redução da frequência cardíaca e dos níveis pressóricos, a contagem mental obrigatória desvia o foco dos pensamentos ansiosos, desacelerando a mente e fortalecendo o controle inibitório contra os impulsos alimentares.

Cronobiologia, hidratação e o mito da frutose

O organismo humano opera de forma otimizada sob o controle de ritmos biológicos e hábitos previsíveis. Estabelecer um ciclo regular para os horários de acordar, deitar e realizar as refeições confere estabilidade ao sistema endócrino e facilita o controle glicêmico — fator crítico para pacientes diabéticos, especialmente aqueles que dependem de doses fixas de insulina e sofrem com oscilações drásticas causadas por dietas desregradas. Na estruturação de seus programas personalizados (chamados de MAPA), o Dr. Leandro Franco descarta dietas radicais ou proibições absolutas de alimentos cotidianos, como o pão ou o leite. Se o paciente não apresenta intolerância clínica à lactose ou à caseína, esses itens são balanceados e mantidos no plano de acordo com as preferências culturais e a rotina logística de quem cozinha.

No campo da hidratação e da bioquímica elemental, o médico combate de forma veemente os mitos disseminados na internet de que o consumo de frutas causaria gordura no fígado (esteatose hepática) devido à presença de frutose. A gordura hepática decorre do excesso calórico global e do consumo de alimentos industrializados carregados de xarope de milho. O consumo de frutas frescas inteiras é altamente benéfico e protetor devido ao aporte de fibras, vitaminas e água. O sinal de alerta, contudo, aplica-se aos sucos de fruta concentrados: tomar três copos de suco de laranja por dia equivale a ingerir o açúcar concentrado de quase uma dezena de frutas sem o benefício de suas fibras estruturais, adicionando calorias líquidas que travam o emagrecimento. Substituir esses sucos por água com gás e limão elimina calorias vazias sem agredir o paladar.

A ingestão hídrica inadequada é também a principal causa oculta da queixa de idosos que levantam múltiplas vezes à noite para urinar (nictúria). Quando o indivíduo restringe a ingestão de água durante o dia, o corpo ativa um mecanismo compensatório de retenção de líquidos para proteger os órgãos, gerando edemas e inchaços nos membros inferiores ao final do dia. Ao deitar-se, a redistribuição desse líquido acumulado sobrecarrega os rins, forçando o paciente a interromper o sono para ir ao banheiro. Beber pelo menos 2 litros de água ao dia sinaliza ao corpo que não há necessidade de retenção, estimulando o funcionamento renal diurno e garantindo uma noite de sono contínua, vital para a regulação do colesterol e dos triglicerídeos através da prática de atividades físicas regulares.

Perguntas Frequentes sobre Cardiologia e Metabologia integrativa (FAQ)

Os implantes ou chips hormonais são seguros para o emagrecimento? Os implantes hormonais possuem indicações médicas precisas, validadas pela Anvisa, e devem ser usados para corrigir deficiências hormonais (como testosterona baixa decorrente da obesidade) e resgatar a saúde metabólica do paciente, nunca de forma puramente estética.

Qual a diferença entre a fome física e a fome hedônica? A fome física é a necessidade real do corpo por energia e nutrientes. A fome hedônica é o desejo psicológico e egoísta focado em obter prazer imediato através de alimentos específicos (como doces, pizzas e refrigerantes), mesmo quando o estômago está cheio.

Como funciona a técnica de respiração 4-7-8 contra a ansiedade? Você deve inspirar pelo nariz por 4 segundos, segurar o ar por 7 segundos e soltar devagar pela boca por 8 segundos. Esse exercício foca a mente na contagem, desacelera o “tornado mental” e reduz mecanicamente os batimentos cardíacos e a pressão arterial.

Beber muita água ajuda a diminuir o inchaço e o xixi à noite? Sim. Quando você bebe pouca água, seu corpo retém líquidos e incha os pés. À noite, esse líquido retido volta para a circulação e te força a acordar para urinar. Beber pelo menos 2 litros de água por dia elimina a retenção e melhora a qualidade do sono.

Frutas doces, como a banana, podem causar gordura no fígado? Não. Comer frutas frescas inteiras nunca causará gordura no fígado, pois elas contêm fibras que lentificam a absorção do açúcar. O perigo está nos sucos concentrados (como o de laranja), que trazem o açúcar de várias frutas de uma vez e sem as fibras.

Fonte:

Dr. Leandro Franco – Cardiologista e Especialista em Metabologia

Com mais de uma década de experiência em cardiologia clínica e pré-operatórios de alta complexidade, dedica sua prática médica à abordagem integrativa da saúde cardiovascular, gerenciamento hormonal seguro, medicina do estilo de vida e emagrecimento saudável sustentável.

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