A evolução da cirurgia torácica e da oncologia contemporânea exige uma combinação rigorosa entre excelência técnica, tecnologia cirúrgica de ponta e gestão em saúde. Segundo o Dr. Antonio Rissoni , cirurgião torácico com pós-graduação em Cirurgia Torácica Robótica e MBA em Gestão de Saúde pelo Hospital Israelita Albert Einstein, o cuidado ao paciente cirúrgico necessita de uma coordenação integrada que una a eficiência logística dos grandes complexos hospitalares a um atendimento humanizado e focado na jornada do paciente.
Com formação médica iniciada em 1999 e residências focadas em Oncologia Cirúrgica e Cirurgia Torácica, o especialista estruturou uma atuação nacional de coordenação de serviços e equipes médicas em múltiplos estados do Brasil (como Amazonas, Maranhão, Minas Gerais, São Paulo e Paraná). Essa vivência na liderança assistencial fundamentou a criação do Instituto Rissoni de Medicina Integrada (IRMI), localizado em São Bernardo do Campo (SP), com o propósito de oferecer suporte multidisciplinar e resolutivo a pacientes com patologias torácicas, oncológicas e cirúrgicas complexas.
O Escopo da Cirurgia Torácica e o Tratamento da Hiperidrose
A cirurgia torácica atua no diagnóstico e tratamento cirúrgico de patologias da parede torácica, do parênquima pulmonar e do mediastino (região central do tórax situada entre os pulmões). Embora os grandes vasos e o coração sejam de domínio exclusivo da cirurgia cardíaca, o cirurgião torácico é o responsável pelo manejo de tumores de timo, neoplasias pulmonares, ressecção de metástases, broncoscopia intervencionista, deformidades da parede torácica (como o pectus excavatum e o pectus carinatum) e infecções pleuropulmonares graves, a exemplo dos empiemas e pneumonias necrotizantes.
Entre os procedimentos com elevado impacto na qualidade de vida do paciente destaca-se a correção da hiperidrose (suor excessivo em regiões como mãos, axilas e rosto). Trata-se de uma patologia decorrente de uma disfunção no sistema nervoso autônomo (cadeia simpática) que impõe severos prejuízos à funcionalidade profissional, social e emocional dos indivíduos.
O diagnóstico preciso distingue a forma primária (idiopática, de origem neural) da secundária (desencadeada por desequilíbrios hormonais como o climatério, distúrbios da tireoide ou obesidade). Nos casos de hiperidrose primária, a conduta de escolha é a simpatectomia torácica vídeo-assistida:
• 1 Acesso Minimamente Invasivo: Realizada por meio de incisões milimétricas de cerca de 1 cm na região axilar.
• 2 Intervenção Seletiva: Executa-se a secção ou clipagem do nervo simpático nos níveis ganglionares específicos — para hiperidrose facial/craniofacial, e para hiperidrose palmar (mãos) e axilar.
• 3 Resultados Imediatos: O bloqueio da hiperatividade simpática interrompe a sudorese anômala de forma definitiva ainda no centro cirúrgico.
Nota de Segurança: A abordagem cirúrgica da hiperidrose plantar (pés) via simpatectomia lombar possui indicação restrita e é realizada por cirurgiões vasculares, devido aos riscos anatômicos de lesão ao nervo genitofemoral e o consequente impacto na função sexual masculina.
A Jornada do Paciente e o Instituto Rissoni de Medicina Integrada
O enfrentamento de um diagnóstico cirúrgico ou oncológico submete o paciente e seus familiares a um elevado estresse emocional. A proposta do Instituto Rissoni (IRMI) estrutura-se na criação de um ecossistema de acolhimento centrado na multidisciplinaridade. A equipe reúne especialistas das áreas de Cirurgia Torácica, Urologia, Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Dermatologia, Cirurgia Geral/Gastroenterologia e Psicologia da Saúde.
- • Atendimento Multidisciplinar Integrado.
- • Discussão Ética e Alinhamento de Casos.
- • Suporte Psicológico Continuado.
- • Encaminhamento Direcionado a Centros de Referê
- • Acompanhamento Médico Pós-Operató
Essa integração garante que, diante da necessidade de exames invasivos (como biópsias guiadas por radiologia intervencionista) ou procedimentos cirúrgicos de grande porte, o paciente seja acompanhado de forma contínua, eliminando a fragmentação do cuidado. Além disso, o suporte da psicologia da saúde atua diretamente na preparação emocional pré-operatória e no acompanhamento da família, promovendo maior adesão ao tratamento, redução da ansiedade e recuperação funcional otimizada. O instituto disponibiliza atendimentos presenciais e via Telemedicina para pacientes particulares e das principais operadoras de saúde do país.
Perguntas Frequentes (FAQ)
A cirurgia de simpatectomia para hiperidrose tem cobertura pelos planos de saúde?
Sim. A hiperidrose primária é reconhecida como uma patologia funcional que compromete a saúde do paciente, estando prevista no rol de procedimentos dos planos de saúde regulamentados.
Qual a diferença entre a hiperidrose primária e a secundária?
A hiperidrose primária é uma disfunção do próprio nervo simpático, manifestada desde a infância ou adolescência. A secundária é sintoma de outra condição de saúde (como problemas na tireoide, alterações hormonais ou obesidade) e exige o tratamento da causa primária.
O que é o odor forte associado ao suor (bromidrose) e como a cirurgia pode ajudar?
A bromidrose é o mau cheiro provocado pela ação de bactérias na decomposição do suor. Quando associada à hiperidrose axilar, a redução drástica da umidade local obtida pela simpatectomia auxilia significativamente no controle da proliferação bacteriana e do odor.
Como funciona o atendimento via Telemedicina para pacientes de fora de São Paulo?
O Instituto Rissoni realiza consultas virtuais para triagem diagnóstica, avaliação de exames de imagem e acompanhamento pós-operatório. O agendamento é feito por plataformas médicas (Doctoralia) ou diretamente pelos canais do instituto.
Fonte:
Dr. Antonio Rissoni Jr. – Cirurgião Torácico
CRM-SP: 99.567
Membro Aspirante da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica (SBCT) e da Sociedade Brasileira de Cancerologia (SBC). Pós-Graduado em Cirurgia Torácica Robótica. Especialista em cirurgia torácica oncológica, broncoscopia avançada e procedimentos minimamente invasivos. Coordenador e fundador do Instituto Rissoni de Medicina Integrada (IRMI).
